Uma das melhores escolhas da minha vida

Nossa vida é o resultado de nossas escolhas. Muita gente teima em dizer que tem azar, que é muito invejado e até que é o diabo. Claro que tudo isso existe, mas se eu não amarro o cadarço do meu tênis, piso nele com o outro pé e caio; a culpa não é da falta de sorte, da inveja alheia ou do diabo. É minha! Só minha, por não ter amarrado o cadarço. Isso também explica muita gente é contrária ao casamento, dizendo até que casamento é uma bosta. Bosta, são as escolhas erradas que as pessoas fazem e depois põe a culpa no fato de casar… Casam por interesse, casam pra não ficar sozinhas, casam por medo da solidão… Tem mais é que dar errado mesmo.

Algumas pessoas têm acompanhado em meu instagran  e pelo meu facebook , a minha jornada contra a balança. Fiquei de contar aqui no blog, a cada três meses, a quantas anda a luta contra a balança. Pra começar, confesso que foi mais fácil que eu imaginava. Jurava que só reeducação alimentar não fazia emagrecer. Eu era da turma que fazia a famosa “dieta da lua”, aquela, que “você come tudo, menos a lua, por não alcançar”. E o interessante, é que você vai virando uma balofa e ninguém fala nada. As pernas ficam mais pesadas, as roupas vão ficando apertadas e a gente vai dando um jeito. Todos dizem “está linda!”. Linda nada! Cheia de problemas de saúde! Essas frases não são gordofóbicas, são a realidade do sobrepeso. Hoje muita gente combate a gordofobia, eu também combato. Mas quando o peso passa a atrapalhar a saúde, é hora de para tudo e mudar os hábitos.

Virei o ano de 2016, decidida a mudar. Não gostava mais do que via no espelho. Me sentia feia. Me sentia mal. A auto estima estava lá em baixo. Cada vez que eu ia em uma loja de roupas, era uma tristeza, pois tinha que ficar procurando nas araras de blusas, os tamanhos GG. Na minha família não tem ninguém obeso e eu, estava com IMC acima de 34. Isso indicou obesidade nível 1. Então, decidi marcar uma data e começar uma dieta que duraria 10 meses. O foco seria 3 quilos por mês. E a data foi dia primeiro de fevereiro.

Passei a seguir vários instagran’s de pessoas que como eu, optaram pela reeducação alimentar e não pelo caminho mais invasivo, das cirurgias da moda: bariátrica. Confesso: pensei sim em bariátrica! Mas como ninguém me apoiou, desisti e foi muito não ter tido esse apoio. Descobri que a bariátrica é indicada em casos de pessoas que não conseguem emagrecer.

Eu já tinha tentado outros caminhos há uns anos. Tomei até remédio. Aliás, de todas as coisas que as pessoas fazem para emagrecer, fora as cirurgias, a mais desinteligente é a opção pelos remédios. Eu tomei remédios. E quando percebi que as doses seriam aumentadas a cada três, quatro meses e a partir de seis meses de uso do remédio, ele seria alterado pra outro – isso é pra não causar dependência – e que a vida toda eu tomaria remédio, parei de tomar. A consequência foi que engordei o dobro do que tinha emagrecido. A dieta também de apenas tomar líquido após às dezoito horas, conheço e fiz. De nada adiantou. Quando ficava em casa, desempregada, passava o dia todo com dois potinhos de iogurte no estômago. Emagrecia! Claro! Mas ao voltar a trabalhar, engordava o dobro. Efeito sanfona. Conheço muito!

Então, em fevereiro, farta de ver aquela orca no espelho, resolvi tomar vergonha na cara! Sim, foi isso! A ficha caiu! Eu acordei! As escolhas que fazia eram erradas. Aprendi que posso comer de tudo, o que engorda é comer errado, comer mal. Desde 01/02/2016 estou em uma das melhores escolhas da minha vida: reeducação alimentar. Já se foram 3 meses, portanto, 9 quilos. Tenho mantido o foco, a determinação. Fácil não é! Sempre falo! Mas pra quem achava que só a reeducação alimentar não adiantaria nada, estou impressionada!

No primeiro mês, achei que ia surtar. A vontade de comer o que não devia gritava em mim. Mas me mantive firme. E a partir do segundo mês, era mais fácil, pois roupas que não serviam, voltaram a servir e eu voltei a gostar do que via no espelho. Cortei refrigerante; mc donald’s; prato do almoço em forma de “montanha” – aquele prato que só não tem mais coisa, por não caber; optei por sucos naturais; aprendi a comer alimentos integrais e faço uso de produtos herbalife desde março, tomo shake três vezes por semana ao invés de almoçar e amo os shakes! Almoço nos outros dias, um prato que me sustenta, mas que não é mais aquele “prato de pedreiro”. Estou melhor em todos os sentidos.

E se você, que lê esse artigo, está pensando em fazer o mesmo, eu te falo: faça! Era 98 kg! Estou na marca dos 89 kg! Falta apenas 21 kg pra minha meta e ainda tenho 7 meses. Nem comecei academia ainda. As roupas estão largas, as pessoas me questionam o que estou fazendo, amo o que vejo no espelho, o rosto está mais fino. Eu estou me reinventando! Isso é o resultado de escolhas que fiz no início do ano e que mantenho a cada dia! Aconselho a todos que querem emagrecer, fazer o mesmo.

Daqui três meses, conto como anda a continuação da jornada!