Liberdade, liberdade: segura essa marimba, preconceituosos!

Ontem o forninho caiu em Liberdade, liberdade! E faleceram: a família tradicional brasileira – dos preconceituosos – a turma que diz que gays “são doentes” e a galera que prega que “família é homem e mulher, o que passa disso é errado”. Pergunto: bolsominhos, felicianus, mafafaia e valadona estão vivos depois de ontem? A bancada evangélica resistiu?

Pra quem não viu a cena maravilhosa que durou cerca de 5 minutos, é só clicar aqui e ver. Vale à pena assistir, cada minuto. Choveu purpurina rosa-dourana-reluzente em cada lar onde estava passando na tevê Liberdade, liberdade. Não é novidade pra quem me lê, que eu levanto a bandeira do respeito aos LGTS’s. Não sou gay, nem preciso ser, pra ter o entendimento do óbvio: não é por ser diferente de mim, que não merece o meu respeito. E esse pessoal sofre tanto preconceito por atitudes, falta delas, olhares e agressões psicológicas e físicas, que o mínimo que a gente tem a oferecer a eles, é respeito. Não precisa defender como eu faço. É só respeitar.

Esse mimimi de família tradicional, que é formada por homem e mulher já era, faz tempo! Prova disso, são as várias mães solteiras que tocam o baile lindamente, sem homem nenhum. Os pais solteiros que encaram a vida também, sem mulher do lado. Tanto em uma situação, quanto em outra, os filhos são bem cuidados e sobrevivem. O País aceitou a cena e clamou por isso! O twitter foi à loucura! O povo aplaudiu de pé! E quem tem preconceito, eu só lamento. Sexo gay é a coisa mais normal do mundo!

Sou noveleira há anos e senti um orgulho imenso ontem! O que mais me encantou, foi a delicadeza da cena. Mateus Solano e Tjiago Fragoso, interpretando Félix e Niko em Amor à Vida, há 2 anos abriram a porteira. Porteira essa, que vinha ameaçando ser aberta desde 2005 na novela América. Cês lembram disso? A igreja católica e sei lá mais quem, intercedeu e a Globo arriou na época. Mas Félix e Niko deram jeito nisso e agora, Caio Blat e Ricardo Pereira, interpretando André e Tolentino, arrebentaram a porteira.

Tolentino é coronel… Pensa… A novela se passa no século XIX e traz esse contexto do sexo gay ser pra lá de proibido. Naquela época, quem era denunciado por isso, era queimado. Pros preconceituosos de plantão não terem um ‘A’ pra falar, não houve nada apelativo na cena. Pelo contrário, foi muita cumplicidade, muita entrega, muita química, muito amô mesmo! Foi demais, o beijo no rompante, com desejo, com tesão e os dois, tirando a roupa e se olhando, como se fosse o fim do mundo! O diretor, Vinícius Coimbra, sambou ontem com toda produção e forma que os atores fizeram. Caio Blat tremeu na cena, gente!  E Mario Teixeira, autor da novela, quebrou tudo com o diálogo deles antes de tudo.

E André, fazendo a ‘insana abobada’ no dia seguinte? Adorei! É bem com aquela cara mesmo que a gente fica após um sexo destruidor desse. E a coragem de se mostrar o passivo? E Ricardo Pereira segurando ele, com toda força, com os corpos colados? Por mais que eu tente explicar, não consigo! Vou deixar umas imagens pra vocês matarem a curiô e o link, vale à pena clicar, se ainda não viu!

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Parabéns equipe de Liberdade, liberdade!

Lindo passo em direção à aceitação! E Tim Maia que me desculpe, mas “só não pode dançar homem com homem e nem mulher com mulher” o escambau! Pode sim! Viva o amor! Chupa essa manga, preconceituosos!