As recaídas nos fazem acordar mais rápido!

Sim, existe uma parte boa quando falamos delas: as recaídas. Quando nos interessamos por alguém a gente vê só o lado bom. Apenas as qualidades, o sorriso, a personalidade fica aflorada. Aí vemos os primeiros defeitos, mas vamos anulando.

A pessoa passa a ser quase a melhor pessoa do mundo. E mensagem vai, mensagem vem as coisas vão fluindo. Aí, “de repente” o infeliz passa a te ignorar. Joga o papinho furado do “tô na correria”, “tô enrolado”, “ando sem tempo”.

É a primeira viagem da paixão. Isso mesmo: vamos dar o nome certo a essa situação toda ~ leia-se merda toda ~ pois, há quem confunda isso com amor. Não, meninas! Amor é algo natural, que surge de uma amizade. Tem cuidado e respeito de lá e de cá.

E não há “correria” que faça com que o boy não dê resposta. Existe interesse de ambos os lados. E está aí algo que não tem como fazermos brotar: o tal do interesse!

Quando percebemos o desdém, o quanto ele brinca com nossos sentimentos e depois de umas boas doses de álcool, umas panelas de brigadeiro e muito choro, deixamos de lado. É, eu sei bem como é isso.

Então, “enterramos” o infeliz e seguimos a vida. Passam-se uns meses e pá! Como uma boas tonhas-românticas-para-que-ta-feio, estamos nós lá: pedindo perdão ao “defunto” por algo que nem fizemos. Mas é assim que se volta a conversar.

Assim surgem as recaídas para nos enganar. Há quem as condene. Eu não, porque aprendi a ver a parte boa delas. A gente acorda mais rápido!

Já sabemos os papinhos, as desculpinhas, sabemos como ele começa – todo gentil e fofo. Sabemos como ele segue – “tô na correria aqui” e ignora mensagens, lê e não responde.

Então, a gente vê o quanto errou indo atrás e acorda mais cedo! Sim, pois não tem mais aquela ilusão do “ele vai mudar, é só me conhecer melhor” da primeira vez. A gente já conhece todo o repertório.

E as recaídas ajudam também a sofrermos um terço do que sofremos da outra vez. Basta isso pra gente sair fora da situação e dessa vez, pra nunca mais. Afinal, uma recaída até vai, é compreensível, a gente se ilude mesmo, sente falta. Mas a partir de duas é falta de amor próprio.

Não é errado acreditar que ele sentiu a sua falta. Que ele pensou em você. Que quando ele diz que gosta de falar com você e também sente saudade, pode ser verdade. Mas é errado seguir falando com alguém que mostra indiferença.

Sabe aquela sensação de que ele está respondendo só por educação? Não é sensação, é constatação do óbvio! Isso é resultado do desinteresse dele. Sabe aquela moça que ele interage com ela na rede social dele?

É ela que habita os pensamentos dele. E ela não é melhor que você não! Ela apenas tem dele o mesmo que ela dá. É isso que você precisa avaliar com a razão e não com a emoção.

As recaídas nos dão a possibilidade de pular fora antes. Assim, sofremos menos. Conhecer todo o “mimimi” dele nos possibilita saber em que nível estamos. E sério, menina: ao menor sinal de desinteresse, pule fora.

Quem quer, faz-se presente. Quem quer, cuida. Quem quer, responde. Quem quer, faz o tempo. Quem quer, acha assunto. Se não tem interesse mútuo, você não tem que insistir.

Um brinde a elas, as recaídas! Elas nos fazem pular fora antes de sofrer demais. A primeira desculpinha furada, já nos deixa com os dois pés atrás.