A criança que fui teria orgulho da adulta que me tornei

Chego ao meu 32° outono e o sentimento é esse: orgulho. Do que me tornei. Das minhas escolhas, que me trouxeram até o ponto em que estou agora. De viver de forma leve. De escrever para mulheres e ver resultados positivos disso.

De trabalhar no que eu amo: RH, com pessoas. De morar na Capital Gaúcha, que é linda. Que tem Feira do Livro anualmente. De ter uma estante de livros. De ser atuante em projetos sociais e plantar o bem.

Tenho orgulho do que me tornei sim. Até da tatuagem que tenho no braço, que é a minha vida toda, tenho orgulho. Nela tem livros, máquina de escrever, notas musicais e cores. Sou eu no meu antebraço esquerdo.

Confesso que aos 20 anos tinha medo de chegar aos 30, por causa da tal da “crise dos trinta”. Se ela existe, por aqui ainda não deu as caras. Sou uma adulta segura, com bagagem de vida suficiente para auxiliar outras pessoas. E assim, meus artigos são lidos, elogiados.

Se hoje mantenho esse orgulho do que sou, tenho também a alegria de dizer: a maioria dos meus desafios, eu venci. Não sou o tipo sonhadora que voa alto demais. Também não sou aquela que fica estagnada.

Sou a maluca que acredita nas pessoas. Na força do plantar o bem. Que faz piadas dos maus momentos. Que aprende com os erros. Que chora três dias, mas que quando se levanta, sai da frente, que é pra valer!

Sou uma otimista. Uma visionária. Crente incurável no melhor que as pessoas têm. Quebro a cara?! Ô se quebro e como! Mas aproveito os ensinamentos de cada situação ruim. E assim eu sigo.

Me tornei forte depois de muitas tempestades. Amo escrever e dividir o que aprendi. também escrevo para auxiliar as leitoras em suas questões pessoais, sobre comportamento e relacionamento. Meu foco é escrever para mulheres, para que não sofram “por amor”.

Tem muita mulher aí iludida, presa a um “amor” por carência, sendo maltratada, vivendo um relacionamento abusivo.

Escrevo para espalhar o que me tornei. Para inspirar pessoas. Não sou a miss-exemplo-a-seguir-salve-salve-a-santa. Pelo contrário, revejo meus defeitos e busco melhoria pessoal contínua.

Hoje completo 32 anos. Orgulhosa do meu caminho até aqui. Das minhas escolhas, também das minhas cagadas, dos meus acertos. E até das tempestades, que foram fortes, renderam muitos choros, mas foram vencidas uma a uma.

E isso também é uma escolha. Optei por ter por perto quem me faz bem. E as tempestades da vida me servem de experiência. Ainda tenho muito objetivos a alcançar e com planejamento, chegarei lá.

Não uso esse blog pra falar de mim assim. Só hoje por ser meu aniversário, resolvi abrir uma exceção. Essa sou eu. 32 anos, ariana, com ascendente em peixes. Amo ler, escrever, plantar o bem, pedalar, ouvir música, trabalhar com gente. Carrego comigo essa felicidade de ser quem sou.

É uma delícia olhar pra trás e pensar “eita! Acertei mais que errei e cheguei onde não imaginava, mas era exatamente onde eu queria estar”. Que venham mais outonos!!!